
domingo, 13 de abril de 2008
sábado, 29 de março de 2008
Zéfiros e furacões

Há dias em que me detesto. Busco incessantemente qualquer pré-texto bobo (e pré-conceito também) para me findar no escuro do meu quarto de dentro, nos ares gélidos de minha auto-piedade. Nesses momentos eu ordeno guerra íntima, úmida de lágrimas e saliva, de arrebatamentos e loucuras. E, aí eu chovo, me planeio nuvem pesada no céu e caio líquida no vento. Pronto. Eis que a paz volta ao lar volúvel.
Mas, paz demais não me faz bem. Dá-me uma sensação de inércia, monotonia, e, eu quero a vida, o movimento, as emoções marcando todos os passos, se transbordando ávidas para qualquer vagabundo solto na noite. Aí, eu ordeno guerra íntima, úmida de lágrimas e saliva, de arrebatamentos e loucuras...
Descobri que eu só danço na tempestade, as garoas me dão sono.
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Pâmela Melo
Obs.: Só para que fique registrado, hoje, por enquanto, a paz reina aqui dentro!rs
Ah! E feliz outono pra todos!!!!
sábado, 15 de março de 2008
De nós dois
Foto: Carla SalgueiroHoje a viagem foi lenta. As tuas mãos me conduziram para as mais belas paisagens e me deram carícias de presente. Eu me envolvi com teu corpo e me esqueci das horas, dos dias, da bagunça de nossas vidas. Já na madrugada alta do nosso enlaço eu quis dançar pros teus caprichos e nosso ritmo foi frenético e doce.
E, é nesse filme de cores que teus olhos me soletram, e, eu bem entendo que é nas minhas vírgulas que você se perde. Então, já embriagada pelo teu cheiro viril, te seguro pelos pulsos e te ensino as parábolas da nossa história, esse passado tão dentro de nós, e tantas luas novas vivificadas no êxtase do teu encaixe no meu quadril.
E, é nesse filme de cores que teus olhos me soletram, e, eu bem entendo que é nas minhas vírgulas que você se perde. Então, já embriagada pelo teu cheiro viril, te seguro pelos pulsos e te ensino as parábolas da nossa história, esse passado tão dentro de nós, e tantas luas novas vivificadas no êxtase do teu encaixe no meu quadril.
E eu te guardo nos meus seios de menina amanhecida,
e você, me refazendo pérola, me abriga nas conchas quentes das tuas mãos.
e você, me refazendo pérola, me abriga nas conchas quentes das tuas mãos.
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Pâmela Melo
Obs.: Eu, às vezes, preciso me vestir de futura realidade para (des)fazer minhas fantasias, tão.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Desejos amanhecidos

O cheiro de madrugada ainda inundava o corpo dela, mas, os primeiros raios de sol vieram banhar-lhe o coração. Aquela cor de dia amanhecendo, o ar sutilmente fresco, e o apetite de tudo, de mundo, e de amor, invadiam cada vez mais seu minuto. Ela gozava com a vida, o simples, o vento madrugueiro lhe provocava prazer absoluto: Como é bom deixar o sono pros fracos e roubar as horas de escuridão e silêncio para si! Cada segredo da noite desejosa de amanhecer lhe fizeram compainha e serviram de distração, ela brincava com o oculto, irremediável e musa das estrelas, brindou pelo mundo, quando o mundo dormia.
E enfim entendeu: o dia é filho da Lua, daí o motivo de tantos desassossegos trazidos pela madrugada, pois ontem fora noite de Lua cheia, e seu calendário é Lunar.
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Pâ
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Obs.: Que me venha o sono, já roubado pelos desejos.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Desnuda

Eu sou escandalizada de meus desejos e refém da minha aventura. Moro no mar por opção, mas em noites de lua eu solto minhas saias e vivo n’ele. Sei cultivar os olhares, e deles nascem faíscas que me alimentam os arrepios mais devassos e sustentam minha habilidade de desassossego alheio. Os dias de sol eu guardo entre os cabelos e amparo o vento por entre as coxas. Com afinco sei enredar mistérios enquanto rego as plantas. E no meu jardim não planto flores, planto afetos. Minhas distrações distorcem minha realidade exagerada. Os medos existentes servem apenas de apoio para as lágrimas mal-choradas, expulsas de minhas emoções por desamor. Meus silêncios é que desfazem minhas vertigens e minhas maçãs denunciam meu prazer quando meu gozo é quente.O meu tesouro é minha alma e loucura é viver. Pois é a censura que não existe no meu dicionário. E saiba que é de amor que os poetas nascem.
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Pâmela S. Melo
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Obs.: Hoje sem parênteses: inteira.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Noite
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Dia de Minha Mãe - Salve Iemanjá

Vós que governais as águas, derramai por sobre a humanidade a vossa proteção, fazendo assim, ó Divina Mãe, uma descarga em seus corpos materiais, limpando suas águas e incutindoem seus corações, o respeito e a veneração devida a essa força da natureza que simbolizais.Fluidificai nossos espíritos e descarregai nossa matéria de todas as impurezas que ajam adquirido. Permiti, que vossas falanges nos protejam e amparem, assim o fazendo comtoda a humanidade, nossa irmã. Salve Iemanjá! Rainha dos mares!
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Salve Grande Mãe, minhas saudações a ti Rainha do Mar!!!!!
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